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Acre
Feijó, no Acre, passa mais da metade do ano isolada da capital e do país PDF Imprimir e-mail

Resolvidos os problemas que impediram a apresentação da última segunda da reportagem do JN no Ar, nesta terça vamos em frente. A cidade do Acre sorteada no domingo, durante o Fantástico, foi Feijó. Mas antes de conhecê-la, veja algumas informações importantes do estado.

Acre: 706 mil habitantes, a terceira menor população do país, mas é o estado onde as mulheres têm mais filhos.

A exploração da madeira e a pecuária são as principais atividades econômicas. Cerca de 73% dos moradores não têm rede de esgoto e mais da metade não recebe água encanada. A mortalidade infantil é a maior da Região Norte.

Mais de 10% da população não sabem ler e escrever. E 470 mil eleitores do Acre vão às urnas em outubro.

O repórter Ernesto Paglia falou, ao vivo, do centro da capital do Acre, em frente ao Palácio Rio Branco. Na última segunda, a ligação telefônica com o repórter foi interrompida exatamente quando ele mencionava a dificuldade de comunicação e o isolamento da cidade de Feijó.

A capital Rio Branco e o Palácio Rio Branco homenageiam o ministro das Relações Exteriores, o barão do Rio Branco, que, no início do século passado, assinou, em nome do Brasil, um tratado que garantiu que o Acre se tornaria brasileiro, e não mais boliviano, como era até então.

Feijó fica a 350 quilômetros da capital. Em qualquer lugar do Brasil é uma distância razoável, mas no Acre isso significa que muitas vezes por causa da chuva amazônica e outras dificuldades, a cidade fica totalmente isolada, da capital e do resto do Brasil. Mas há coisas muito interessantes também.

Decolamos de Campo Grande para três horas e meia até Cruzeiro do Sul. Poucas horas de sono e voltamos à pista, para estrear o segundo avião do JN no Ar. São 290 quilômetros até Feijó. De carro, seriam até quatro horas de estrada. O Caravan faz em menos de uma.

Mas a especialidade da terra é o açaí. Feijó tem duas safras anuais da fruta que virou mania nas academias. Quem toma não imagina o trabalho que dá.

“Pessoal que toma o suco não sente nada, só o gosto”, brincou o trabalhador rural Francisco da Silva.

O resultado é um caldo grosso, o ‘vinho’, que, em Feijó, se come com açúcar e farinha.

É ótimo. Mas a produção só consegue sair para Rio Branco nesta época do ano, quando chove menos. A partir de outubro, os aguaceiros transformam a BR-364 num enorme atoleiro. Durante mais da metade do ano, a região fica simplesmente isolada da capital e do país. Muitas mercadorias só chegam de avião. Imagine o preço.

Nesta época de estiagem, a estrada fica aberta, mas o nível do Rio Envira abaixa muito. As balsas que levam combustível nem sempre conseguem passar.

Quando a estrada for pavimentada, a situação pode melhorar. Mas a obra já leva 12 anos e só tem asfalto em menos da metade. “Entra ano sai ano, sempre esse problema”, contou um morador.

Feijó é a terceira maior cidade do Acre. Tem muita bicicleta, carro de boi e ruas bem cuidadas. O esgoto a céu aberto é um problema: vai tudo para o Rio Envira.

Dona Valinete tece suas redes e sonha mudar para outro bairro onde o rio não alague.

“No inverno, a água sobe. Queria mudar dessa rua, da cidade não. A cidade é boa”, defendeu ela.

Os índios Ashaninka navegam até 12 dias da fronteira com o Peru até o comércio e o posto de saúde de Feijó. Sem alojamento, eles acampam e ficam expostos às tentações da cidade. “É comum ver índios nos bares, alcoolizados”, disse outro morador.

Do outro lado do Envira, tem a aldeia dos Shanenawa. Praticamente um bairro de Feijó, a aldeia prepara a semana de festa que começa nesta quinta. É o festival do Matchú, bebida sagrada, uma espécie de cerveja amarga feita de mandioca, milho e batata.

Mas o acontecimento do ano será a eleição. Pela primeira vez, a escola da aldeia vai virar seção eleitoral. E os 1,8 mil eleitores indígenas poderão votar em sua própria terra.

“A eleição é muito importante para nós, por isso, eu como representante solicitei a urna na aldeia. Para todo mundo votar, na sua aldeia, sente mais vontade”, destacou o cacique Tekahanê.

 
Relação entre PT e empresas de ônibus prejudica população PDF Imprimir e-mail

onibus_lotado.jpgNos ônibus da capital do Acre, Rio Branco, estudantes, idosos, trabalhadores e demais cidadãos são tratados como lixos humanos entulhados em grande lata de ferro.

 
Acre terá referendo para definir fuso horário PDF Imprimir e-mail

populacao.jpgNas próximas eleições, em outubro, a população do Acre não votará apenas em seus candidatos a cargos eletivos. Os moradores vão escolher que tipo de horário deve ser adotado: se permanece em uma hora a menos em relação a Brasília ou se volta a duas horas, como era até 2008.

 
Deracre programa reabertura da BR 364 para 15 de Junho PDF Imprimir e-mail

Em Cruzeiro do Sul começam as expectativas em relação à reabertura da BR-364 especialmente depois da friagem que ainda hoje faz a temperatura cair à noite e devido ao céu sem nuvens que permite o sol brilhar, prenunciando o verão

O gerente local do Deracre, Josinaldo Batista, após contato por telefone com o diretor do Deracre, Marcus Alexandre, confirmou a reabertura da BR-364 para o dia 15 de junho, 13 dias antes da reabertura no ano passado.

Josinaldo diz que já estão acontecendo várias consultas de pessoas interessadas na reabertura da BR, mas o Deracre precisa ser cauteloso especialmente devido ao tráfego pesado. "O solo ainda está muito úmido e para liberar para o tráfego pesado tem que secar mais. Não adianta reabrir e ter que fechar dois dias depois", afirma. O andamento dos trabalhos de reabertura está adiantado. Falta um trecho de 70 km entre o rio Jurupari e a entrada de Manuel Urbano. Devido ao fato de o trecho em questão estar localizado na parte central da rodovia, as empresas que fazem sua manutenção tiveram que esperar a liberação dos trechos anteriores para levar o maquinário, hoje já no local.

Desde 2008, a BR 364 é trafegável no trecho entre Cruzeiro do Sul e Feijó. Um trecho de 70 km entre o rio Juruá e o rio Liberdade está sendo restaurado, mas mesmo com os trabalhos de recuperação o tráfego continua no trecho. Também há um trecho de 19 km na chegada de Tarauacá em restauração. Os dois trechos serão totalmente recuperados neste ano.

Segundo Josinaldo, dependendo do tamanho do verão a BR-364 poderá ter tráfego já este ano durante o período chuvoso. Isto porque as obras de arte - galerias, bueiras e principalmente as pontes - já estarão concluídas e nestes pontos é que geralmente ocorriam interrupções.

No trecho que não for possível asfaltar, o Deracre pensa em colocar um revestimento primário para que se possa garantir o fluxo de veículos de inverno a verão. É interessante frisar que com a entrega da ponte do Juruá em dezembro e o asfaltamento da estrada Variante, a distância entre Cruzeiro do Sul e Rio Branco diminui em 30 km. Ademais com a conclusão das pontes dos rios Tarauacá, Envira e Purus termina o transtorno de fazer as travessias de balsa, o que diminuirá o tempo da viagem.

Avenida Mâncio Lima - O Deracre retomou as obras da Avenida Mâncio Lima no centro de Cruzeiro do Sul e está construindo o restante do canal que vai despejar na galeria já existente. Vai também revitalizar o local construindo uma praça no encontro da antiga Mâncio Lima com a parte construída. Com a conclusão da ponte, a avenida ficará ainda mais importante em relação ao fluxo de tráfego no centro de Cruzeiro do Sul pois todo o volume de veículos provenientes da BR 364 passará por ela. Desta forma, o Deracre está estudando o melhor encaixe da avenida com a ponte. "Queremos fazer um projeto que além de favorecer o ordenamento do tráfego de veículos valorize o local como um cartão postal da cidade", disse Josinaldo.

Nesta segunda-feira, o Deracre inicia a construção do acesso à Escola Maria Moreira Lima, no bairro da Várzea. A escola foi inaugurada pelo governador Binho Marques há duas semanas e na ocasião a comunidade local pediu intervenção no acesso já que no inverno o local fica muito prejudicado. O governador garantiu a obra. Depois de concluída a terraplanagem o trecho será asfaltado. Em 15 dias, o acesso será entregue.

 
Agricultores do Estado terão perdão de multas ambientais PDF Imprimir e-mail

Milhares de produtores do Acre conhecerão nos próximos dias os critérios de adesão ao Programa Mais Ambiente, que suspende a cobrança das multas aplicadas às famílias rurais (populações tradicionais) – no caso de as infrações ambientais tiverem sido cometidas comprovadamente para subsistência familiar.

 
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