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Presos agentes penitenciários acusados de torturar estuprador de crianças de 2 anos PDF Imprimir e-mail

magaivo.jpgHomens da Polícia Civil prenderam no início da noite desta sexta-feira, 05, três agentes penitenciários acusados de torturar o detento do presídio Antônio Amaro Alves, Magaiver Batista de Souza, 22 anos.

O mandado de prisão preventiva contra os agentes penitenciários Daniel Júlio Ferreira da Mota, Ronney Cristian Gerônimo Batista e Arthur de Jesus Nascimento da Silva foi expedido pela juíza Denise Castelo Bonfim, da Terceira Vara Criminal de Rio Branco, e a prisão foi executada pelo delegado José Barbosa de Morais, da 4ª Regional, localizada no conjunto Tucumã.

Magaiver havia sido transferido para Rio Branco após ser jurado de morte por vários presidiários de Sena Madureira. Ao chegar em Rio Branco, ele foi encontrado morto dentro da cela três dias depois.

Magaiver foi preso depois de estuprar e matar a enteada de dois anos de idade no dia 25 de dezembro do ano passado.

Na época, o laudo do Instituto Médico Legal (IML), assinado pelo legista Alberto Okamura, indicou que ele morreu de traumatismo craniano.

Segundo o IAPEN, Magaiver foi encontrado dependurado num lençol por volta das três horas da tarde do dia 31, numa das celas do presídio de segurança máxima.

Após passar pelo IML, o corpo de Magaiver foi liberado para a família, que o levou para Sena Madureira.

O velório acontece na escola Raimundo Magalhães, no Segundo Distrito da cidade, perto da residência de seus pais, que no mesmo período também afirmavam estarem sendo vítima de ameaças de morte.

Por enquanto, os agentes ficarão presos na Unidade Quatro, a conhecida “Papudinha” onde aguardarão a conclusão do inquérito e conseqüentemente o pronunciamento da Justiça sobre o caso.

Participação comprovada nos autos

Nesta sexta-feira, o Secretário de Polícia Civil Ermylson Farias, o diretor do Instituto Penitenciário(IAPEN) Leonardo Carvalho, o Secretário de Justiça e Direitos Humanos Henrique Corinto e o delegado José Barbosa de Morais deram uma entrevista coletiva à imprensa.

Segundo Ermylson, a Polícia Civil trabalha no caso desde a morte do detento e que até o momento os agentes respondem por crimes de torturas e indução ao suicídio, destacando ainda que novas pessoas podem ser indiciadas.

Nos autos do inquérito há provas contundentes de que os três participaram da sessão de tortura contra Magaiver.

Leonardo Carvalho, diretor do Iapen, disse que após tomar conhecimento do fato, abriu uma investigação interna e que um relatório com nomes de pessoas suspeitas foi encaminhado ao delegado José Barbosa, que cuida do caso.

Já, Henrique Corinto, Secretário de Justiça e Direitos Humanos afirmou que o direito do preso tem que ser respeitado em sua totalidade.

”Não se pode fazer justiça pelas próprias mãos, especial um servidor publico que é pago para defender a sociedade”, opinou.

 

 

Sessão de tortura no presídio

No inquérito da Polícia Civil, foi constatado que durante a madrugada do dia 31 de dezembro Magaiver foi submetido a uma sessão de tortura pelos agentes penitenciários do Antônio Amaro Alves.

Ele apenhou de cacetetes e tonfas, introduzidas em seu ânus, Magaiver também foi obrigado e se fantasiar de homossexual e desfilar pelos corredores do presídio sob os risos dos agentes e demais presos.

Já era manhã quando ele foi colocado na cela onde mais tarde foi encontrado morto enforcado em um lençol.

 

 

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