O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre (Sindap),
Adriano Marques, esteve em Cruzeiro do Sul na última sexta-feira,
para apurar denúncias de que na penitenciária do município há 23 agentes penitenciários contratados provisoriamente.
"Esses agentes não deveriam estar
trabalhando com contrato provisório porque há muitos candidatos na fila
de espera de um concurso público que abriu vagas para esse cargo. Pelo
menos sete desses 23 provisórios foram aprovados em concurso, mas
trabalham irregularmente como provisórios", disse Adriano Marques.
Além dos funcionários provisórios,
Adriano Marques constatou que não há policiamento nas proximidades do
muro do presídio porque ele apresenta oscilações.
"Os agentes contam que algumas vezes o
muro balança e para que sejam colocados agentes para fazer a guarda do
local seria preciso de um laudo técnico afirmando que o muro não
representa riscos de desabar, mas até agora não tivemos acesso a nenhum
laudo e enquanto isso, o local fica desprotegido", garante o presidente
do Sindap.
Retaliações -
Adriano Marques acredita que depois que enviou uma nota de repúdio à
direção do Instituto Penitenciário do Acre (Iapen) está sendo vítima de
uma retaliação por parte da direção do Instituto.
Segundo ele, na terça-feira, 27, ao
tentar verificar o contracheque pessoal por meio da internet constatou
que seu salário estava bloqueado.
Nesta terça-feira pela manhã Marques foi
ao Ministério Público do Estado (MPE) para formalizar uma denúncia na
Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público,
Fiscalização das Fundações e Entidades de Interesse Social.
"Acredito que isso foi uma retaliação,
porque aconteceu um dia após eu ter formalizado uma nota de repúdio
contra o diretor-presidente do Iapen", declarou.
Marques teve bloqueado uma parcela do 13° salário, a etapa alimentação e o valor pago pela atividade carcerária.
"Agora eu vou aguardar informações para saber com que justificativa bloquearam meu salário", disse Marques.
Confira aqui a Nota de Repúdio.
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